Foi vivendo que a psicologia se apresentou a mim, muito antes de eu escolher conscientemente esse caminho. Sempre me chamou atenção o que se esconde nas entrelinhas, o que não é dito mas insiste em ser sentido.
A psicanálise apareceu como uma forma de escuta que me alcançou de um jeito que nada mais tinha alcançado. Ali, percebi que há valor no tropeço, no mal-entendido, na pausa. Que escutar alguém é, muitas vezes, ajudá-lo a escutar a si mesmo.
Acredito em uma psicologia que se implica com o sujeito e com as condições que o atravessam. Uma prática ética, crítica e comprometida com a construção de autonomia e saúde. Sei que nem todo sofrimento se resolve em terapia, mas entendo que poder contar sua história e dar novas narrativas ao que antes parecia fixo pode, em si, ser transformador.
É isso que procuro sustentar no meu trabalho: um espaço onde seja possível existir com menos rigidez, com mais dignidade e com a possibilidade de viver de maneiras mais próprias e possíveis.